REDAÇÃO G1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (26) que a eleição no Brasil “pareceu mais uma eleição fraudada”, sem apresentar qualquer indício de irregularidade.
O resultado do 2º turno foi confirmado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, ainda na noite de domingo (25).
Lula derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) na votação no domingo (25), o que marcou a primeira vez na história em que um candidato é eleito após ter ficado em segundo lugar no primeiro turno. O presidente obteve 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio ficou com 48,21%.
Outros líderes de direita do continente, como o presidente colombiano Abelardo de la Espriella e a peruana Keiko Fujimori- ambos aliados de Trump -reconheceram o resultado das eleições e parabeinzaram o petista. Somente o líder argentino, Javier Milei, não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.
Na sequência, questionado se faria algo a respeito, Trump afirmou que gosta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida foi muito estranha.”
Às vésperas de completar 81 anos, o que ocorrerá na próxima terça-feira (27), Lula se tornou o primeiro presidente do Brasil a ser eleito quatro vezes pelo voto popular.
Flávio afirmou que não reconheceria o resultado da votação e que recorreria à Justiça para pedir a anulação do pleito.
Em pronunciamento após a derrota, o bolsonarista contestou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar o horário de votação até as 19h em seções que ainda estavam abertas.
Segundo o senador, a medida teria comprometido a igualdade entre os eleitores e alterado as regras durante a eleição. Ele também alegou que fiscais de seu partido foram retirados de uma área de acompanhamento da apuração.
A medida de Zanin estendeu o horário de funcionamento das seções eleitorais até as 19h depois que ambas campanhas relataram dificuldades enfrentadas por eleitores em diferentes regiões do país.
A campanha de Lula argumentou que falhas no transporte público dificultaram o deslocamento de eleitores em diversos estados. O pedido encaminhado à Justiça Eleitoral citava problemas registrados em pelo menos nove unidades da Federação, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Pernambuco.
A equipe de Flávio também solicitou a ampliação do horário de votação, mas com foco em cidades afetadas por fortes chuvas. Os advogados do candidato alegaram que alagamentos, alterações em locais de votação e dificuldades de acesso às seções eleitorais comprometeram o exercício do voto em algumas regiões.
Na decisão, Zanin afirmou que a medida era necessária diante da gravidade das situações relatadas e da urgência do tema. Posteriormente, o ministro esclareceu que a extensão valeria apenas para locais onde as urnas ainda estavam abertas no momento da determinação judicial, descartando a reabertura de seções que já haviam encerrado a votação.


