9 de outubro de 2026 7:55 PM

Foto: VP | Redes Sociais

Vance põe em dúvida transmissão ao vivo de execução por fuzilamento nos EUA

O Pentágono anunciou que a execução está marcada para 3 de dezembro e será realizada por pelotão de fuzilamento.

REDAÇÃO G1

 

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, disse nesta sexta-feira (9) que não sabe se realmente vai acontecer a transmissão ao vivo, planejada pelo Pentágono, da execução por fuzilamento de Nidal Hasan. O ex-militar matou 13 pessoas na base militar de Fort Hood, no Texas, em 2009.

“Não sei se isso realmente vai acontecer”, disse Vance, acrescentando que, se a execução for transmitida não acompanharia.

“Eu não vou assistir”.

Mais cedo, Donald Trump, chamou de Nidal Hasan “maníaco” e disse que ele “merece” morrer por fuzilamento.

Segundo o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, o ex-militar será executado por fuzilamento em dezembro em uma transmissão ao vivo. Esta será a primeira execução pública nos EUA em 90 anos.

“Hoje em dia, se você fica dois dias na cadeia, já é muito. Hoje, você pode fazer praticamente qualquer coisa e nada acontece. Mas estamos mudando isso, como vocês estão vendo. Vamos aplicar a pena de morte a um homem que matou 14 soldados há alguns anos. Pena de morte por fuzilamento. E ele merece. Matou e feriu muitas, muitas pessoas. É um maníaco”, afirmou Trump em evento na Casa Branca.

Nesta semana, Trump autorizou pessoalmente a execução de Hasan, algo que a Constituição dos EUA exige para a execução de um militar ou ex-militar. Leia mais sobre o caso abaixo.

Execução por fuzilamento será transmitida ao vivo, segundo Pentágono
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou na quinta-feira (8) que o público poderá assistir à execução de Nidal Hasan. A aplicação da pena está marcada para 3 de dezembro e será realizada por um pelotão de fuzilamento.

Em entrevista ao canal de TV Real America’s Voice, Hegseth disse que o exército vai garantir que as pessoas possam acompanhar a execução. Segundo ele, a exposição pública serviria para mostrar que crimes deste tipo têm consequências graves nos EUA.

Ainda não está claro se haverá espectadores no local ou se a execução será transmitida pela internet ou pela televisão.

Questionado sobre se Hasan havia feito algum pedido final ou entrado em contato com o governo Trump, Hegseth respondeu apenas:

“Não me importa. Vamos vê-lo em 3 de dezembro.”

ONU condena execução ao vivo

O Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos afirmou que transmitir ao vivo o fuzilamento de um condenado à morte é uma forma de “tortura”.

“Como o Alto Comissariado ressaltou em reação às execuções públicas no Afeganistão e no Irã, as execuções públicas constituem uma forma de tratamento ou pena cruel, desumano e degradante”, afirmou o escritório do Alto Comissariado em mensagem enviada à AFP.

Primeira execução militar em décadas

A última execução pública no país ocorreu em 1936, no Kentucky. Na ocasião, Rainey Bethea, um homem negro condenado por estuprar uma mulher branca, foi enforcado diante de uma multidão.

O caso marcaria o primeiro fuzilamento militar nos Estados Unidos desde 1945. O último aconteceu com o soldado Eddie Slovik, morto na França por deserção durante a Segunda Guerra Mundial, segundo a emissora NPR.

A última execução de um militar dos Estados Unidos ocorreu em 1961, quando John A. Bennett foi enforcado no Kansas, após ser condenado por estupro e tentativa de assassinato de uma menina de 11 anos.

O fuzilamento é um método raro de execução no país. Apenas cinco estados — Idaho, Mississippi, Oklahoma, Carolina do Sul e Utah — autorizam essa prática, de acordo com o Centro de Informações sobre a Pena de Morte.

Em 2025, a Carolina do Sul realizou sua primeira execução por fuzilamento. Foi a primeira vez em 15 anos que o método foi usado nos Estados Unidos.

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