23 de outubro de 2026 5:46 PM

Foto: Redes Sociais

Trump manda Justiça tentar barrar resultado de eleição se republicano perder

Presidente americano confirmou ter orientado o governo a questionar judicialmente o processo eleitoral no Alasca.

REDAÇÃO G1 


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira (23) que orientou o Departamento de Justiça a tentar impedir que o Alasca confirme o resultado da eleição para o Senado caso o atual senador republicano, Dan Sullivan, perca por uma margem pequena. O órgão alega que a presença de dois candidatos republicanos com nomes quase idênticospode confundir os eleitores.

A pasta protocolou a ação nesta sexta, alegando que a candidatura de Dan J. Sullivan Jr., também republicano, pode confundir eleitores que pretendem votar em Dan Sullivan, que tenta a reeleição.

“Fui eu quem disse para fazer isso”, disse Trump a jornalistas.

A iniciativa ocorre a menos de duas semanas das eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso americano.

Lideranças do partido afirmam que Sullivan Jr. seria uma estratégia dos democratas para dividir os votos e facilitar a vitória da democrata Mary Peltola, ex-juíza, ex-deputada e integrante de um povo indígena do Alasca.

Ela é a principal adversária do senador e pode ajudar o Partido Democrata a conquistar a maioria na Casa. Sullivan Jr. e os democratas negam que a candidatura tenha esse objetivo. Pesquisas eleitorais recentes apontaram empate ou pequena vantagem de Peltola na disputa.

O órgão pediu que a Justiça impeça a certificação de um resultado que possa ter sido afetado pela confusão entre os candidatos. A solicitação também prevê uma investigação para determinar se os votos recebidos por Dan J. Sullivan Jr. eram, na verdade, destinados ao senador.

Em comunicado, um porta-voz do Departamento de Justiça afirmou que a agência está tomando “as medidas necessárias para garantir que essa candidatura frívola não comprometa a integridade da eleição no Alasca nem a vontade dos eleitores”.

Mais cedo, o procurador-geral interino dos Estados Unidos, Todd Blanche, afirmou que o governo não pretende interferir indevidamente nas eleições ou no processo de certificação dos resultados. Ele, no entanto, não descartou completamente a possibilidade de uma intervenção em circunstâncias específicas.

“Não é intenção do Departamento de Justiça interferir indevidamente nas eleições ou no processo estadual de confirmação ou certificação dos resultados. Mas dizer que não existe nenhuma circunstância em que faríamos isso? É claro que não vou dizer isso”, declarou Blanche a jornalistas.

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