REDAÇÃO G1
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (13) que uma exploração “em larga escala” de petróleo, gás natural e mineral “está prestes a começar” na Groenlândia, semanas após a assinatura de um acordo que deu aos EUA controle permanente sobre a segurança da ilha.
Em publicação na rede social Truth Social, Trump descreveu o território ártico como “nossa nova e bela Groenlândia” e disse que especialistas apontam que o território possui uma das maiores reservas de petróleo de fácil acesso do mundo.
Trump também voltou a defender a importância estratégica da ilha para a segurança dos EUA e da Europa. Segundo ele, qualquer futuro ataque contra o território americano teria de passar pela Groenlândia, o que daria aos EUA mais tempo para detectar e responder a ameaças.
A declaração ocorre após os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia assinarem, em setembro, um acordo de segurança que concede aos americanos o controle permanente sobre a proteção da ilha. Na época, Trump classificou o pacto como um avanço histórico para os interesses estratégicos dos EUA no Ártico.
O governo dinamarquês, por sua vez, afirmou que o acordo preserva a soberania do país sobre a ilha e o direito de autodeterminação dos groenlandeses. Já o primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que o tratado respeita os interesses do território e pode trazer benefícios para todas as partes envolvidas.
Após a fala de Trump, nem o governo dinamarquês nem o groenlandês disseram nas últimas semanas planejar a exploração desses recursos naturais na Groenlândia em associação com empresas dos EUA.
A Groenlândia ocupa uma posição estratégica entre a América do Norte e a Europa e há anos é vista por Washington como uma peça-chave para o monitoramento de ameaças vindas do Ártico. A região também desperta interesse internacional por suas reservas de minerais, petróleo e gás natural.
Durante anos, Trump defendeu publicamente uma maior influência americana sobre a ilha e chegou a sugerir sua incorporação aos Estados Unidos. Antes do acordo de segurança, ele argumentava que o território era essencial para a defesa americana e para o monitoramento das atividades militares de países rivais na região.
Apesar do entusiasmo demonstrado pelo presidente, a exploração de petróleo e gás na Groenlândia enfrenta obstáculos. Atualmente, a atividade é alvo de restrições ambientais, enquanto projetos de mineração enfrentam resistência de comunidades locais e de grupos indígenas.


