6 de julho de 2026 7:12 PM

Foto: Marcos Corrêa/PR

Rússia restringe exportação de urânio enriquecido para os EUA

Redação Palanque Mato Grosso

A Rússia anunciou, nesta sexta-feira (15), a imposição de restrições temporárias à exportação de urânio enriquecido para os Estados Unidos. A medida pode afetar o abastecimento das usinas nucleares norte-americanas, que, em 2023, receberam mais de 25% desse material do país russo.

Segundo o governo russo, a decisão é uma resposta à proibição imposta por Washington às importações de urânio russo, aprovada em lei no início deste ano. Apesar disso, a legislação norte-americana permite exceções até 2027 para evitar impactos imediatos no fornecimento.

O presidente Vladimir Putin havia sugerido, em setembro, a possibilidade de restringir as exportações de urânio, titânio e níquel como forma de retaliação às sanções ocidentais. O decreto oficializado nesta sexta-feira marca a primeira aplicação prática dessa orientação.

Em 2022, a Rússia forneceu cerca de 27% do urânio enriquecido utilizado nos reatores nucleares comerciais dos EUA. De janeiro a julho deste ano, as importações norte-americanas somaram 313.050 quilos, uma redução de 30% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Ainda não está claro se os EUA adquiriram urânio da Rússia após a entrada em vigor da proibição norte-americana, em agosto. O decreto russo prevê que empresas autorizadas pelo órgão de controle de exportação ainda possam realizar vendas para os EUA.

Enquanto isso, os Estados Unidos investigam um aumento nas importações de urânio enriquecido da China desde o final de 2023, temendo que o país asiático esteja ajudando Moscou a driblar as sanções sobre o combustível nuclear russo.

*Com informações da Reuters

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