REDAÇÃO G1
O vice-ministro das relações exteriores da Coreia do Norte, Kim Son-Gyong, discursou na 81ª reunião da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira (28). O representante do país chamou atenção por usar um broche com o rosto do antigo líder norte-coreano, Kim Jong Il, pai do atual presidente Kim Jong-Un, estampado.
No mesmo emblema, também está representado o rosto de Kim Il Sung, avô do atual mandatário do país. Os dois ex-governantes são considerados “líderes eternos” da Coreia do Norte, e o uso dos adereços é parte quase obrigatória da vestimenta oficial de autoridades e representantes do país.
Desde a fundação da Coreia do Norte, em 1948, o país é governado pela mesma dinastia. Kim Il-sung liderou o país até sua morte, em 1994, quando foi sucedido pelo filho, Kim Jong-il. Quando ele morreu em 2011, seu filho, Kim Jong-un, assumiu o poder e permanece no comando.
Armas atômicas
Durante sua fala, o vice-ministro reafirmou que o status do país como potência nuclear é “permanente” e não pode ser revertido.
Segundo Kim, o arsenal nuclear norte-coreano é necessário para proteger a soberania e a segurança do país. Ele afirmou que Pyongyang continuará mantendo sua capacidade de dissuasão diante de ameaças externas.
O delegato também acusou Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul de aumentar as tensões na Península Coreana com exercícios militares e o fortalecimento de suas capacidades de defesa.
Kim citou exercícios como o Freedom Shield e o Freedom Edge, realizados pelos três países, e afirmou que eles simulam cenários de guerra contra a Coreia do Norte. Segundo ele, os EUA estariam transformando a aliança entre Washington, Tóquio e Seul em um bloco “mais ofensivo e agressivo”, com componente nuclear.
Críticas ao Japão
Kim também criticou o aumento dos gastos militares do Japão e o desenvolvimento de armas de longo alcance pelo país.
Segundo o vice-ministro, Tóquio estaria aproveitando o atual cenário internacional para acelerar seu processo de rearmamento. Ele citou ainda mudanças na estrutura militar japonesa e a revisão de políticas de defesa.
Apesar das críticas aos países vizinhos, Kim afirmou que não houve conflito armado na Península Coreana porque a capacidade militar da Coreia do Norte teria criado um equilíbrio de forças capaz de impedir um ataque.



