16 de junho de 2026 10:17 AM

Foto: redes social | B.natanyahu

Presidente dos EUA diz que Israel deve ser mais responsável no Líbano

Presidente norte-americano disse manter boa relação com Netanyahu, mas criticou atuação de Israel no Líbano.

REDAÇÃO G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer críticas ao aliado Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel, nesta terça-feira (16).

Ao falar com jornalistas na cúpula do G7, Trump voltou a afirmar sua insatisfação com a ofensiva feito pelas Forças Armadas israelenses a Beirute durante as negociações finais com o Irã sobre um acordo de paz e falou que o aliado “deve ser mais responsável” em relação ao Líbano.

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O presidente dos EUA, que admitiu ter chamado Netanyahu de “louco” ao saber do ataque, afirmou que os dois continuam aliados e têm “uma ótima relação”, mas que sugeriu que a Síria passe a lidar com o grupo extremista Hezbollah, ao invés de Israel.

“Se Israel não consegue fazer o trabalho sem matar todo mundo, a Síria deveria fazê-lo”, disse.

Nesta segunda-feira (15), Netanyahu afirmou que a luta de Israel “não acabou” e que o país continuará “neutralizando ameaças”. Disse que seu Exército continuará em “zonas de segurança” já estabelecidas no Oriente Médio e alegou que a guerra contra os iranianos salvou Israel de uma “aniquilação nuclear”.

Trump também falou sobre o acordo pré-assinado com o Irã. Ressaltou que agora as negociações entrarão em uma segunda fase e que os EUA não vão investir dinheiro algum no Irã:

“Temos um acordo fechado com o Irã, e ele deve ser bem-sucedido; agora vamos para uma segunda etapa, que eu acho que será ainda mais fácil. A única coisa que realmente importa para mim é que o Irã jamais terá uma arma nuclear, e isso fica bem claro. O inferno se abaterá sobre o Irã se o governo iraniano pretender adquirir uma arma nuclear”.

Saiba mais sobre acordo de paz

Os Estados Unidos e o Irã já assinaram o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio. A assinatura ocorreu de forma eletrônica, disse nesta segunda-feira (15) o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, à rede norte-americana ABC.

O presidente Donald Trump afirmou, no entanto, que o texto final só deve ser divulgado após sexta-feira (19), quando acontecerá uma cerimônia formal de assinatura em Genebra, na Suíça.

“O acordo já está totalmente assinado. E o estreito [de Ormuz] já está parcialmente aberto”, disse Trump pouco depois de chegar à França para a cúpula do G7 – grupo das maiores economias do mundo.

Segundo a Reuters, assinaram o documento:

Donald Trump;

J.D. Vance;

e Mohammed Qalibaf, presidente do Parlamento do Irã.

O governo Trump entende que Qalibaf está autorizado pelo líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, a negociar e assinar o documento em seu nome.

Segundo a Reuters, o acordo de paz prevê a abertura imediata do Estreito de Ormuz e o fim do bloqueio marítimo dos EUA ao Irã.

Cerimônia presencial e incertezas sobre o texto

A cerimônia para a assinatura presencial marcada para sexta contará com a presença de JD Vance, segundo Trump. Ainda não se sabe, no entanto, quais outras autoridades norte-americanas e iranianas comparecerão ao evento.

Segundo os EUA e o Irã, discussões técnicas para aprofundar o tratado entre os dois países serão iniciadas mais tarde nesta semana. O texto final do documento será divulgado após assinatura na sexta, segundo Trump.

O tratado entre EUA e Irã também prevê o alívio de sanções e descongelamento de bens de Teerã, porém isso ainda não ocorreu. Segundo a Reuters, os EUA estão prontos para fazer isso, porém aguardarão para ver a postura dos iranianos. Trump disse que não aliviará nada para o Irã “até que façam o que devem fazer”.

A fala de Trump deixa claro que a desconfiança entre Washington e Teerã permanece apesar da assinatura do acordo. O Ministério das Relações Exteriores iraniano disse nesta segunda que o país ainda nutre uma “profunda desconfiança” em relação aos EUA.

Sem pedágio, mas com ‘taxa de serviço’

Na noite de domingo (14), Donald Trump afirmou em entrevista ao jornal “The New York Times” que o acordo assinado entre EUA e Irã prevê que não haverá cobrança de pedágio no Estreito de Ormuz.

No entanto, o Irã disse nesta segunda (15) que passará a cobrar uma “taxa por serviço” de navios que cruzarem a via marítima.

“Sempre afirmamos que não pretendemos cobrar taxas de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguro de navios e outros serviços necessários”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baqaei.

O Irã, cujo território margeia a maior parte do Estreito de Ormuz, controla, na prática, o trânsito pelo canal, por onde circulam navios transportando cerca de 20% do petróleo e gás consumidos no mundo.

O governo norte-americano ainda não havia se manifestado sobre a taxa anunciada pelo Irã até a última atualização desta reportagem.

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