3 de setembro de 2026 1:55 AM

Foto: Divulgação

Mais de 180 judeus defendem Mark Ruffalo após acusação de antissemitismo

Ruffalo foi acusado de recorrer a estereótipos antissemitas ao criticar a fusão da Paramount com a Warner Bros. Discovery e vínculos com Israel.

REDAÇÃO G1

 

O ator americano Mark Ruffalo, de 58 anos, recebeu o apoio público de mais de 180 figuras judaicas da indústria do entretenimento e de outros setores.

Eles assinaram uma carta em defesa do ator após a Paramount acusá-lo de antissemitismo.

Entre os signatários estão Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer, Joel Coen, Todd Haynes e Hannah Einbinder. As informações foram divulgadas pela revista americana Variety nesta terça-feira (1º).

Entenda o que aconteceu

Ruffalo entrou em uma disputa pública com a Paramount após criticar a proposta de fusão da empresa com a Warner Bros. Discovery.

Em uma publicação nas redes sociais em 21 de agosto, o ator questionou os possíveis efeitos do negócio para Hollywood. Ele também criticou os vínculos da família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, com Israel, e relacionou esses negócios à situação dos palestinos em Gaza.

Em resposta, um porta-voz da Paramount acusou Ruffalo de invocar “estereótipos antissemitas” em meio ao debate sobre a operação empresarial.

As declarações também provocaram reações de organizações e profissionais do setor. O Simon Wiesenthal

Mark Ruffalo briga com Paramount, é acusado de antissemitismo e recebe apoio de artistas judeus
Mais de 180 personalidades judias da indústria assinaram carta em defesa do ator. Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer e Hannah Einbinder estão entre os signatários.

O ator americano Mark Ruffalo, de 58 anos, recebeu o apoio público de mais de 180 figuras judaicas da indústria do entretenimento e de outros setores.

Eles assinaram uma carta em defesa do ator após a Paramount acusá-lo de antissemitismo.

Entre os signatários estão Joaquin Phoenix, Jonathan Glazer, Joel Coen, Todd Haynes e Hannah Einbinder. As informações foram divulgadas pela revista americana Variety nesta terça-feira (1º).

Entenda o que aconteceu

Ruffalo entrou em uma disputa pública com a Paramount após criticar a proposta de fusão da empresa com a Warner Bros. Discovery.

Em uma publicação nas redes sociais em 21 de agosto, o ator questionou os possíveis efeitos do negócio para Hollywood. Ele também criticou os vínculos da família Ellison, ligada à Oracle e à Paramount, com Israel, e relacionou esses negócios à situação dos palestinos em Gaza.
Em resposta, um porta-voz da Paramount acusou Ruffalo de invocar “estereótipos antissemitas” em meio ao debate sobre a operação empresarial.

As declarações também provocaram reações de organizações e profissionais do setor. O Simon Wiesenthal Center e a Creative Community for Peace condenaram os comentários do ator.

Haim Saban, Teddy Schwarzman e Lawrence Bender também se manifestaram. Eles afirmaram ser inadequado associar uma negociação empresarial a questões envolvendo judeus, antissionismo e antissemitismo.

Ruffalo rebateu as críticas. O ator classificou a acusação como “terrível e fundamentalmente desonesta” e afirmou que criticar o governo israelense, contratos de tecnologia militar ou executivos envolvidos nesses negócios não significa atacar o povo judeu.

O que diz a carta

Na carta divulgada pela Variety, os mais de 180 signatários classificam as acusações contra Ruffalo como uma “campanha difamatória”.

“Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo”, afirma o documento.

Os autores também criticam a concentração de poder na indústria de mídia e questionam os negócios de Larry Ellison, fundador da Oracle e uma das figuras centrais na operação envolvendo a Paramount.

Além de assinar a carta, Jonathan Glazer divulgou uma declaração em defesa de Ruffalo. Segundo o cineasta, acusar o ator de antissemitismo por questionar uma grande fusão corporativa seria uma forma de silenciar críticas legítimas.

O dramaturgo e cineasta Kenneth Lonergan, por sua vez, classificou como “flagrantemente absurda” a acusação de antissemitismo contra Ruffalo. Hannah Einbinder também já havia manifestado apoio ao ator.

Leia na íntegra (tradução livre):

A fusão proposta entre a Paramount e a Warner Brothers Discovery não é uma mera combinação de duas grandes empresas multinacionais.

Sim, ela destruirá milhares e milhares de empregos. Sim, ela consolidará ainda mais o controle oligárquico sobre a nossa mídia (basta ver o desmantelamento da CBS News). Sim, ela sufocará a competição e a criatividade na produção e distribuição de filmes e programas de televisão.

Mas tudo isso e muito mais será feito como parte de um projeto maior de dominação tecnológica, um projeto que Larry Ellison e seus parceiros nunca hesitaram em alardear — e que eles próprios vincularam explicitamente ao seu apoio às depredações contínuas infligidas ao povo palestino e ao silenciamento dos críticos desses horrores. T

odos vimos isso após a aquisição do TikTok, intermediada por Trump — uma aquisição que eles declararam abertamente ter sido motivada, em grande parte, pelo desejo de impulsionar a propaganda pró-Israel. Larry Ellison, pessoalmente, com seus impressionantes US$ 350 milhões em financiamento e promessas de doação ao Instituto Tony Blair para a Mudança Global, tem sido o principal apoiador de Blair, que assume um papel influente na tomada de Gaza, arquitetada por Trump, através do “Conselho da Paz”, um território que se tornou um laboratório a céu aberto para tecnologias de controle e assassinato baseadas em inteligência artificial, como as celebradas pela ex-CEO da Oracle (e atual membro do conselho da Oracle e da Paramount), Safra Catz.

O caminho da IA ​​para a WarnerMount passa por Gaza, e Ellison frequentemente nos alerta sobre o mundo orwelliano que ele preparou para nós, enquanto consolida o controle sobre o que assistimos e como assistimos, sabendo que, enquanto assistimos, ele e sua comitiva corrupta estarão sempre nos observando: “Os cidadãos se comportarão da melhor maneira possível porque estamos constantemente gravando e relatando.”

Apontar as conexões cruciais entre o que está acontecendo em Gaza e o que está acontecendo em Hollywood é exatamente o oposto do antissemitismo. É, para nós, a própria essência do dever ético judaico.

De acordo com uma pesquisa recente do Washington Post, 61% dos judeus americanos agora concordam que Israel está cometendo crimes de guerra em Gaza; e quatro em cada dez concordam que esses crimes equivalem a genocídio.

Será que aqueles que atacam Mark Ruffalo como antissemita realmente acreditam que todos esses judeus americanos também são antissemitas? Ou que não vemos a conexão entre, por um lado, a impunidade criminosa que levou os EUA e Israel a um desastre sem fim e, por outro, as manobras oligárquicas de poder dos Musks, Ellisons, Thiels e outros que estão trabalhando para desmantelar nossa democracia?

Mas a virulência e a falsidade das calúnias que dirigem aos seus críticos evidenciam a crescente fragilidade da sua posição, baseada em insinuações.

Hoje, cada vez mais pessoas de consciência unem-se para proclamar, em voz alta e unívoca:

Acabou o tempo de se recorrer a acusações espúrias de antissemitismo, desta vez em defesa da guerra, da oligarquia e da dominação da inteligência artificial. Essa estratégia desgastada já não funciona mais.

Apoiamos com orgulho Mark Ruffalo e todas as pessoas decentes que estão corajosamente se levantando e dizendo a verdade ao poder.

George Clooney defende Ruffalo em Veneza

Durante uma coletiva de imprensa no Festival de Veneza nesta quarta-feira (2), o ator George Clooney saiu em defesa de Mark Ruffalo.

“Eu acredito no livre discurso. Isto é parte de como uma democracia funciona. Eu sempre vou apoiar a ‘capacidade ‘de Mark Ruffalo de falar livremente”, disse Clooney.
O momento foi registrado e publicado pelo portal Deadline no X.

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