23 de setembro de 2026 5:04 PM

Foto: Divulgação | governo de Israel

Israel chama críticos de “papagaios” e divulga vídeo com IA antes de discurso na ONU

Governo Netanyahu nega acusações de genocídio e de fome generalizada em Gaza

REDAÇÃO G1 

 

Às vésperas do discurso do premiê na Assembleia Geral da ONU, o governo Netanyahu chamou os críticos de Israel de “papagaios” e acusou o órgão multilateral de adotar um “viés sistemático” contra Israel.

Em resposta a líderes de Estado que já criticaram Israel na Assembleia Geral da ONU deste ano e como ação preventiva aos desafetos que ainda vão subir ao púlpito, o governo Netanyahu divulgou um vídeo feito com IA de papagaios no plenário da assembleia repetindo “culpe Israel” (leia mais abaixo).

Além disso, o governo israelense também divulgou um site para expor o que chamou de “mentiras” e “viés sistemático” das agências da ONU contra o país durante a guerra em Gaza —travada entre Israel e o grupo terrorista Hamas entre 2023 e 2025 e que destruiu o território palestino e deixou mais de 70 mil mortos.

No site, o governo Netanyahu acusou agentes da ONU de “manipular informações com um viés abrangente e sistemático” durante o conflito, afirmou que o órgão internacional fabricou acusações de genocídio em Gaza e negou que haja fome generalizada no território palestino. Também relembrou o escândalo envolvendo a relação de funcionários da UNRWA com o Hamas.

As acusações contra Israel de realizar genocídio e de causar um cenário de fome generalizada em Gaza foram feitas, respectivamente, por uma comissão especialista contratada pela ONU composta por juristas e investigadores e pelo IPC, maior autoridade alimentar do mundo e ligada ao órgão internacional. Israel nega as acusações

Entre os líderes que teceram críticas a Israel durante seus discursos na Assembleia Geral na terça-feira estão o presidente Lula, o presidente da França, Emmanuel Macron, o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o rei jordaniano Abdullah II.

Lula voltou a dizer que Israel praticou genocídio em Gaza. O governo Netanyahu não havia respondido até o momento;

Macron criticou as situações humanitárias em Gaza e na Cisjordânia. O governo Netanyahu chamou as declarações de “grotescas e estarrecedoras”;
Guterres disse que a escala das mortes em Gaza não se compara a nada que ele viu em seu tempo à frente da ONU. Israel o acusou de perseguição;
Abdullah pediu o respeito da lei internacional na Cisjordânia. Israel respondeu dizendo que o rei jordaniano não tem autoridade para falar sobre o tema.

Netanyahu afirmou que em seu discurso na Assembleia Geral da ONU na quinta (24) ele vai “dizer a verdade” sobre as tropas israelenses e sobre o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, a quem acusou de apoiar o Hamas e incitar ódio contra judeus residentes da cidade norte-americana. Ele não deu mais detalhes, porém seus discursos costumam ser marcantes.

O premiê viajará nas próximas horas aos EUA. Mamdani tentou viabilizar nos últimos meses a prisão de Netanyahu quando ele viesse a Nova York para cumprir um mandado emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra. Apesar de ter sido contrariado pelo governo Trump, Mamdani voltou a chamar o líder israelense de “criminoso de guerra”.

Compartilhe

Feito com muito 💜 por go7.com.br
Ir para o conteúdo