REDAÇÃO G1
O FBI frustrou um plano de atentado com drones explosivos no UFC na Casa Branca, revelou nesta terça-feira (16) a TV norte-americana Fox News.
Uma fonte do FBI afirmou à Fox News que o plano supostamente envolvia o uso de drones carregados com explosivos para atingir prédios próximos ao evento para forçar uma evacuação em massa e direcionar a multidão para uma equipe de atiradores estrategicamente posicionados.
A luta “UFC Freedom 250” ocorreu na madrugada de domingo para segunda (15) no gramado da Casa Branca, sede do governo dos Estados Unidos, e foi marcado por celebrações dos 250 anos de independência dos EUA e também do aniversário do presidente Donald Trump. Leia mais sobre o evento aqui.
Trump republicou nesta terça em sua rede social Truth Social uma reportagem de um jornal independente que replicava as informações da Fox News
Segundo a Fox, o plano envolvia 23 suspeitos, e cinco deles estavam presos por integrar a rede que planejava o atentado. O FBI afirmou à TV que as prisões ocorreram em três estados diferentes, em Ohio, Missouri e Nebraska, e que o Serviço Secreto cooperou com a agência federal no caso.
“Nos dias que antecederam este fim de semana [do UFC na Casa Branca], nossos agentes especiais, equipes de apoio e de segurança técnica trabalharam dia e noite para identificar os responsáveis e responsabilizá-los”, disse o diretor do Serviço Secreto, Sean Curran, em comunicado à Fox.
Segundo a Fox, um dos suspeitos detidos se chama Tycen Proper, de 19 anos. Segundo a denúncia criminal, o jovem teria gasto recentemente US$ 3 mil (cerca de R$ 15,3 mil) de seu “dinheiro de formatura” para comprar “muita” munição, armas, carregadores extras e outros itens para o suposto ataque.
Entre os armamentos apreendidos pelas autoridades estão um fuzil da família AR, um fuzil leve pintado com a bandeira dos EUA e caixas de munição com milhares de cartuchos, segundo a Fox.
Os pais de Proper disseram ao FBI que o jovem havia deixado o emprego para se encontrar com pessoas que conheceu online para realizar “missões” e “reconhecimento”, e que, preocupados, denunciaram-no às autoridades quando viram as compras de armas, segundo a denúncia criminal.
Segundo a Fox, os investigadores descobriram também conversas no aplicativo Signal nas quais várias pessoas teriam discutido atacar o evento do UFC. Uma análise inicial do iPhone de um suspeito identificou pelo menos 23 usuários do Signal discutindo atividades preparatórias.
O FBI disse à emissora que sua investigação detectou evidências de que a retórica online havia evoluído para um planejamento operacional. Embora a pasta tivesse dúvidas de se todas as fases do plano teriam sucesso caso ele fosse implementado, havia um consenso de que o atentado provavelmente resultariam em diversas mortes.



