REDAÇÃO G1
O Exército dos Estados Unidos utilizou “praticamente todo” o estoque de mísseis de precisão de longo alcance durante guerra contra o Irã, revelou nesta terça-feira (4) a agência de notícias Reuters.
Os mísseis envolvidos na escassez são principalmente armas superfície-superfície do Exército, conhecidas como Sistemas de Mísseis Táticos (ATACMS) e Mísseis de Ataque de Precisão (PrSM), segundo três pessoas com conhecimento dos dados militares dos EUA ouvidas pela Reuters.
Esta é a primeira vez que um baixo estoque desses mísseis ofensivos é constatado desde o início da guerra contra o Irã, que entrou no sexto mês em agosto e atualmente está sem perspectivas de ser finalizada. No entanto, em julho, uma escassez de baterias de defesa aérea Patriot já haviam sido reportadas pela imprensa dos EUA.
Mesmo assim, o governo Trump vem pressionando a indústria militar dos EUA para acelerar a produção de novos mísseis ofensivos e defensivos desde as primeiras semanas do conflito. “Temos a melhor qualidade do mundo, mas precisamos de um pouco mais de agilidade”, afirmou Trump em julho.
Essas munições de longo alcance são parte importante do arsenal militar norte-americano, porque permitem ataques precisos a partir de uma distância segura.
Os ATACMS norte-americanos desempenharam papel fundamental na guerra na Ucrânia, permitindo que forças ucranianas atinjam alvos dentro da Rússia.
Já o PrSM é uma geração mais nova e avançada de mísseis de precisão, que tem um maior alcance que o ATACMS e substituirá esse armamento no futuro.
O presidente dos EUA, Donald Trump, lançou em fevereiro a guerra contra o Irã, em conjunto com Israel, prevendo que o conflito seria breve. No entanto, a preocupação de que estoques de mísseis reduzidos possa limitar a capacidade dos EUA de dissuadir seus adversários globais, incluindo Rússia e China, aumenta à medida em que a guerra no Oriente Médio se prolonga.
Embora o Comando Central do Exército dos EUA —responsável pelo Oriente Médio— tenha praticamente esgotado seus mísseis terrestres, os estoques militares em outras partes do mundo foram reabastecidas, disse à Reuters uma outra fonte militar.
A imprensa dos EUA revelou em julho que os EUA podem ter gastado até US$ 100 bilhões (cerca de R$ 508 bilhões) na guerra contra o Irã, segundo estimativas internas do Pentágono. No entanto, o governo Trump admite publicamente um número bem menor para os custos com o conflito, de US$ 37,5 bilhões (R$ 190,8 bi).



