REDAÇÃO G1 MT
O professor Breno Antônio Humberto de Morais, de 25 anos, foi vítima de uma emboscada antes de ser morto, segundo a Polícia Civil. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que ele cumprimenta um motociclista e sobe na garupa da moto. Para o delegado Bruno Abreu, o gesto indica que Breno conhecia o homem e não desconfiava do que aconteceria.
O corpo do professor foi encontrado nesta quinta-feira (8), em um córrego na Rua Juína, no bairro Capão do Pequi, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, após 12 dias de desaparecimento. Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, foi preso e teria confessado o crime, segundo a polícia.
Em entrevista à TV Centro América, o delegado explicou que a familiaridade entre Breno e o motociclista reforça a hipótese de que ele foi atraído para o local do crime sem saber o que o aguardava.
“Foi uma emboscada para ele, tá? Dificilmente o Breno ia subir numa moto se não fosse alguém muito conhecido. Tanto que ele vai ali com o capacete, ele bate na mão da pessoa, então a pessoa já é conhecida dele, o motoqueiro, né? E leva ele para o local do crime”, afirmou.
Elias é pai de uma das crianças que estudavam na creche onde Breno trabalhava. Segundo informações preliminares repassadas à polícia, ele mora na esquina do local onde o corpo foi encontrado e teria indicado aos policiais onde havia deixado a vítima.
Segundo a defesa de Elias, representada pelo advogado Ronaldo Meirelles, Elias já havia comparecido à delegacia na última sexta-feira (2) para prestar esclarecimentos. Segundo ele, a prisão foi uma surpresa.
“Ele alega que é inocente, só conhecia o professor porque o filho do Elias estuda onde o Breno dá aula”, explicou.
Dedicação a profissão
Durante a investigação, a polícia também ouviu pessoas e levantou informações sobre a vida do professor. Segundo o delegado, Breno era querido por quem convivia com ele.
“A personalidade da vítima, a retrospectiva da vida dela, a gente sempre faz, né? Nesses casos de homicídio. A gente não detectou, pelo contrário, né? A gente viu que era uma pessoa muito querida”, disse.
O irmão gêmeo do professor, Bruno Humberto, também falou sobre a relação de Breno com a família e a dedicação ao trabalho com as crianças.
“O Breno é uma pessoa muito querida, uma pessoa que ajuda todo mundo, é uma pessoa que não mede esforços para ajudar a família. Ele ama o que faz, ele ama cuidar das crianças”, afirmou.


