14 de outubro de 2026 7:38 PM

Operação mira influenciadora e marido por suspeita de esquema com jogos ilegais

Segundo a Polícia Civil, uma das empresas investigadas movimentou R$ 102,4 milhões entre maio e julho de 2026.

Foto: PJC-MT

REDAÇÃO G1 MT


Uma investigação sobre a atuação de uma facção criminosa envolvida na divulgação de plataformas de jogos on-line levou a Polícia Civil de Mato Grosso a deflagrar, nesta quarta-feira (14), a Operação Aposta Final, em Cuiabá e Várzea Grande. Entre os investigados estão uma influenciadora digital e o marido dela, suspeitos de envolvimento com jogos de azar ilegais e lavagem de dinheiro.

Segundo a Polícia Civil, uma das empresas ligadas às plataformas divulgadas pela influenciadora movimentou mais de R$ 102,4 milhões entre 14 de maio e 12 de julho de 2026, considerando os valores recebidos e transferidos durante o período. As transações levantaram suspeitas por envolverem entradas e saídas de dinheiro em sequência, além de transferências relacionadas a jogos e apostas on-line.

Ao todo, a operação busca cumprir 19 ordens judiciais, incluindo três mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao casal, a apreensão de quatro veículos e o bloqueio de até R$ 102,4 milhões em contas dos investigados.

A Justiça também determinou a suspensão das atividades financeiras de duas empresas, a retirada de perfis das redes sociais e o bloqueio de um site usado para divulgar apostas.

As medidas foram autorizadas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias, em Cuiabá, após investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

Movimentação milionária

As investigações começaram após uma denúncia recebida em agosto deste ano, que apontava a possível participação de uma facção criminosa na divulgação de plataformas de jogos on-line e em um esquema de lavagem de dinheiro. Durante a apuração, os policiais identificaram publicações da influenciadora nas redes sociais com links que direcionavam os seguidores a uma plataforma de jogos ilegais.

Segundo a polícia, os pagamentos feitos pelos usuários por meio do Pix eram destinados a duas empresas que não constavam na lista de operadoras autorizadas pela Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda.

A análise financeira revelou que uma dessas empresas movimentou mais de R$ 102,4 milhões em aproximadamente dois meses. Os investigadores identificaram movimentações consideradas suspeitas, como o recebimento de valores seguido de transferências para outras contas.

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