REDAÇÃO G1 MT
Mato Grosso tem 81.772 inscrições confirmadas para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, que será aplicado em 58 municípios do estado. Do total de candidatos, 51.504 (62,98%) tiveram direito à inscrição gratuita, enquanto 30.268 (37,02%) pagaram a taxa.
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Cuiabá concentra o maior número de inscrições confirmadas para o Enem 2026 em Mato Grosso, com 20.824 candidatos. Em seguida, aparecem Várzea Grande, com 7.040 inscritos, e Rondonópolis, com 6.940 (veja lista completa de inscritos por município abaixo).
Quantidade de inscrições confirmadas por município de MT
Município Quantidade de inscritos
Água Boa 663
Alta Floresta 1.432
Araputanga 537
Arenápolis 524
Aripuanã 409
Barra do Bugres 610
Barra do Garças 2.459
Brasnorte 180
Cáceres 2.550
Campo Novo do Parecis 849
Campo Verde 1.201
Canarana 488
Carlinda 136
Chapada dos Guimarães 412
Colíder 693
Colniza 488
Comodoro 373
Confresa 1.303
Cuiabá 20.824
Diamantino 535
Feliz Natal 352
Guarantã do Norte 771
Guiratinga 279
Itiquira 258
Jaciara 1.083
Juara 733
Juína 933
Juruena 286
Lucas do Rio Verde 2.124
Marcelândia 159
Mirassol d’Oeste 720
Nossa Senhora do Livramento 225
Nova Monte Verde 380
Nova Mutum 1.232
Nova Olímpia 356
Nova Xavantina 639
Paranatinga 432
Pedra Preta 311
Peixoto de Azevedo 783
Poconé 634
Pontes e Lacerda 1.331
Porto Esperidião 253
Poxoréu 236
Primavera do Leste 1.997
Querência 805
Rondonópolis 6.940
Rosário Oeste 780
Santo Antônio de Leverger 501
São Félix do Araguaia 350
São José do Rio Claro 328
São José dos Quatro Marcos 263
Sapezal 806
Sinop 5.146
Sorriso 2.817
Tangará da Serra 2.090
Terra Nova do Norte 269
Várzea Grande 7.040
Vila Rica 464
Fonte: INEP
Com a proximidade das provas, professores orientam os estudantes sobre como organizar os últimos dias de preparação, revisar os conteúdos mais cobrados e controlar a ansiedade. Entre as recomendações estão evitar tentar aprender muitos assuntos novos na reta final, descansar na véspera e administrar o tempo durante o exame.
O professor Carlos Bidu, do Colégio Master, dá dicas sobre como se preparar para os dois domingos de provas e o que fazer diante de questões difíceis. Já a professora de redação Kellen Silva destaca assuntos que podem servir de repertório sociocultural e possíveis temas para a redação.
Como se preparar na reta final?
Na semana que antecede o exame, o professor de história Carlos Bidu recomenda priorizar revisões, anotações e resolução de exercícios, em vez de tentar aprender muitos conteúdos novos. A orientação é identificar os assuntos em que o estudante tem mais dificuldade e reforçar os estudos com base nos conteúdos mais cobrados no Enem.
“Esse é um momento de voltar algumas anotações, observar quais conteúdos eu tenho mais facilidade e qual eu tenho mais fragilidade e revisar em cima daquilo que eu tenho mais força”, recomendou o professor.
Para o primeiro domingo, que reúne as provas de Linguagens, Ciências Humanas e Redação, o professor destaca alguns assuntos que merecem atenção:
História do Brasil: mundo do trabalho, governo de Getúlio Vargas, ditadura militar, escravidão e consequências para as relações raciais no país.
Linguagens: interpretação de texto.
Literatura: Realismo e autores clássicos, como Machado de Assis.
Artes: vanguardas europeias.
Redação: revisão dos repertórios socioculturais acumulados durante o ano.
Quais temas podem cair na redação do Enem 2026?
A professora de redação Kellen explica que o Enem costuma abordar problemas sociais, especialmente questões relacionadas a grupos que enfrentam situações de vulnerabilidade ou invisibilidade.
Ela lembra que, nos últimos anos, os temas envolveram povos e comunidades tradicionais, mulheres e a valorização da herança africana. Com base em debates recentes, Kellen aponta alguns assuntos que podem ser estudados pelos candidatos:
Infância e adolescência: desafios para garantir os direitos de crianças e adolescentes, incluindo a adultização infantil. O assunto ganhou destaque em 2025 após discussões nas redes sociais sobre a exposição precoce de crianças;
Comunidade LGBTQIA+: homofobia, preconceito e desafios para garantir direitos e combater a discriminação;
Educação de pessoas neurodivergentes: dificuldades de inclusão e acesso à educação de qualidade para estudantes neurodivergentes;
Inteligência artificial: consequências do uso excessivo ou indiscriminado da tecnologia, especialmente no mercado de trabalho;
Uso excessivo de telas: impactos sobre o desenvolvimento e a capacidade de pensamento crítico.
Segundo Kellen, uma característica das provas é abordar problemas que ainda não recebem a devida atenção da sociedade. A professora ressalta que os assuntos são possibilidades para orientar os estudos, mas não representam previsões sobre o tema escolhido pela banca.
“O Enem curte temas que estão no campo da invisibilidade. Isso quer dizer problemas sociais que deveriam estar sendo discutidos, mas não estão de maneira efetiva, afirmou.


