27 de agosto de 2026 4:31 PM

Empresária chora em audiência e diz não entender prisão em Cuiabá

Empresária afirmou ao juiz que nunca teve problemas com a polícia e disse não saber por que foi incluída na investigação.

Foto: Reprodução

G1 MT

 

A empresária e advogada Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro chorou durante a audiência de custódia, após ser presa em Cuiabá na Operação Bóreas, da Polícia Federal, que investiga uma organização suspeita de atuar no transporte internacional de cocaína e armas. Diante do juiz, ela afirmou que nunca havia passado por uma situação semelhante e disse não entender por que estava sendo presa (assista acima).

O g1 entrou em contato com a defesa de Thatiana, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Durante o interrogatório, Thatiana afirmou que mora há cerca de 20 anos em Cuiabá, tem residência fixa e mantém um comércio na cidade. Em meio ao choro, disse que a prisão estava completamente distante da vida que conhecia.

“Eu tenho uma vida estabelecida aqui, moro há 20 anos em Cuiabá. Nunca tive problema com a polícia e, de repente, estou vivendo uma situação que parece não fazer parte da minha realidade”, afirmou a empresária.

A prisão preventiva foi mantida pela Justiça Federal.

Empresária diz acreditar que caso tenha relação com irmão
Durante a audiência, Thatiana afirmou que acredita que a investigação possa estar relacionada ao irmão dela, Márcio Rabello Mesquita Theodoro, que está preso no Tocantins.

Segundo a investigação, Márcio foi preso em fevereiro de 2025 após pousar com uma aeronave em uma pista clandestina. Dentro do avião, foram encontrados aproximadamente 475 quilos de cocaína, além de maconha e haxixe.

A empresária disse ao juiz que não sabe qual seria a relação dela com os fatos investigados.

“Eu tenho um irmão que está preso fora e imagino que possa ter alguma relação com ele, mas não sei qual seria o fundamento da minha prisão”, declarou.

Operação investiga transporte de cocaína

A Operação Bóreas investiga uma organização criminosa suspeita de usar aeronaves e pistas clandestinas para transportar cocaína e armas da Bolívia e do Peru para o Brasil. A ação cumpriu três mandados de prisão preventiva e três de busca e apreensão em Mato Grosso e Tocantins. Também foram determinadas medidas de apreensão de aeronaves, bloqueio e sequestro de bens e valores.

A Polícia Federal também pediu a inclusão de dez investigados na lista de Difusão Vermelha da Interpol.

Caso as suspeitas sejam confirmadas, os investigados poderão responder por crimes como tráfico internacional de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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