24 de julho de 2026 5:41 PM

Casal é investigado por vender falsos consórcios em Cuiabá

Buscas foram realizadas na casa dos suspeitos, e um deles deverá usar tornozeleira eletrônica durante o andamento das investigações.

Foto: Reprodução

G1 MT

Um casal é investigado por suspeita de aplicar golpes contra consumidores por meio da venda de contratos de consórcio inexistentes em Cuiabá. Nesta sexta-feira (24), a Polícia Civil cumpriu quatro ordens judiciais contra os investigados, apontados como responsáveis por um esquema que oferecia falsas cartas de crédito contempladas e causou prejuízos financeiros a diversas vítimas.

A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon), aponta que os suspeitos utilizavam as redes sociais para divulgar ofertas de consórcios supostamente já contemplados. Aos interessados, era prometida a liberação do crédito poucos dias após o pagamento de uma entrada.

Conforme o inquérito, depois que os valores eram transferidos, os consumidores não recebiam a carta de crédito anunciada. Em alguns casos, foi constatado que sequer existia contratação junto à administradora de uma montadora de veículos, indicando que as ofertas eram falsas.

A Polícia Civil também identificou que o casal repetia o mesmo modelo de negociação com diferentes vítimas, sempre induzindo os consumidores a fazer pagamentos antecipados com a promessa de acesso rápido ao crédito. Durante as investigações, outros registros de ocorrência com características semelhantes também foram localizados, reforçando a suspeita de que a prática era recorrente.

Durante a operação, os policiais realizaram busca e apreensão na residência dos investigados e cumpriram medidas cautelares autorizadas pela Justiça. Entre elas estão a proibição de atuar, direta ou indiretamente, na comercialização de contratos de consórcio, a restrição para deixar a comarca sem autorização judicial e a determinação do uso de tornozeleira eletrônica para um dos suspeitos.

As investigações continuam para identificar outras possíveis vítimas e verificar se há mais pessoas envolvidas no esquema. Caso sejam condenados, os investigados poderão responder por estelionato qualificado por meio eletrônico, crime com pena que pode chegar a oito anos de prisão, além de multa.

A Polícia Civil orienta que consumidores que tenham sido vítimas de situações semelhantes procurem a Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor para registrar boletim de ocorrência e apresentar documentos que possam contribuir com as investigações.

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