Por Redação Estadão Mato Grosso
O vereador Paulo Henrique (MDB), alvo de buscas e apreensão da Polícia Federal na Operação Ragnatela, anunciou nesta terça-feira, 11 de junho, que tirará licença de 31 dias de seu cargo na Câmara de Cuiabá para concentrar-se em sua defesa. Em um discurso emotivo na tribuna da Câmara, ele chorou ao comentar a ação da PF e reafirmou sua inocência.
A operação da PF investiga a possível participação do vereador em facilitar a liberação de alvarás e licenças para a realização de shows em boates supostamente utilizadas pelo Comando Vermelho para lavar dinheiro proveniente do tráfico de drogas. Rodrigo Leal, produtor de eventos e indicado por Paulo Henrique para um cargo comissionado na Câmara, também foi preso durante a operação.
Em sua defesa, Paulo Henrique afirmou que nunca recebeu nenhuma vantagem financeira para facilitar a liberação de alvarás. Ele disse que apenas encaminhava as demandas dos promotores de eventos para a secretaria responsável, sem interferir no processo.
Paulo Henrique também mencionou sua relação com Rodrigo Leal, garantindo que, embora sejam amigos, ele não tem qualquer envolvimento com as ações ilegais atribuídas a Leal. O vereador ressaltou que Rodrigo apresentou todas as certidões negativas exigidas para ingressar no serviço público ao ser indicado para o cargo na Câmara.
Ao final de seu discurso, o vereador pediu a licença de 31 dias para focar na sua defesa e demonstrar sua inocência. “Peço esses 31 dias, é uma fase de investigação, mas eu quero celeridade e eu quero provar o mais rápido possível a minha inocência”, concluiu.



