Por Redação Palanque MT
Em novo capítulo da novela BRT (Bus Rapid Transit) em Cuiabá, o Governo de Mato Grosso deu início às obras de implantação nesta terça-feira, 16 de janeiro. As atividades começaram pela Avenida do CPA, próximas ao Comando-Geral da Polícia Militar, com trabalhos no sistema de drenagem do canteiro central. O Consórcio responsável pela obra seguirá com a construção da pista de concreto após a conclusão dessa etapa inicial.
O projeto, conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), prevê duas linhas do Sistema BRT em Cuiabá. A primeira ligará o Terminal do CPA ao Terminal de Várzea Grande, percorrendo as avenidas do CPA, Tenente Coronel Duarte e 15 de Novembro. A segunda linha conectará o Terminal do Coxipó, próximo ao viaduto do Parque Cuiabá, ao centro da capital.
Entretanto, em meio ao início das obras, a Prefeitura de Cuiabá emitiu uma notificação ao Consórcio BRT, responsável pela construção do terminal para o modal BRT na Avenida Historiador Rubens de Mendonça, próximo ao Comando Geral da Polícia Militar. O secretário municipal de Ordem Pública, Leovaldo Sales, e sua equipe técnica solicitaram a apresentação de licenças que assegurem a legalidade da atuação do consórcio.
“Trata-se de um ato administrativo legal. Estamos cumprindo um dever do Município. Com essa atitude, o prefeito oferece ao Estado a oportunidade de mostrar para a população se o modal BRT, de fato, atende as exigências legais para ser implantado. Sabemos que é um modelo de transporte coletivo que vai trazer implicações em todas as áreas, principalmente no trânsito e meio ambiente. A legislação garante à Prefeitura a fiscalização dessas obras dentro do seu território. No decurso desse prazo não sendo atendida, partiremos para medidas de punições cabíveis”, reforçou.
Caso a documentação não seja apresentada em conformidade com a legislação vigente no prazo de 48 horas, a Prefeitura de Cuiabá reserva-se o direito de embargar a obra. O secretário ressaltou a importância do ato administrativo como uma medida para assegurar que o modal BRT atenda às exigências legais para sua implantação, considerando as implicações que o transporte coletivo terá em diversas áreas, incluindo trânsito e meio ambiente.
De acordo com o secretário, há informações de que até o momento já foram executadas obras de remoção das casas desapropriadas e de terra, e é exatamente isso que a prefeitura quer averiguar.



