20 de outubro de 2026 7:44 PM

Operação mira 15 vereadores por suspeita de compra de votos em eleição da Câmara de VG

São cumpridas 30 ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães; não há mandados de prisão.

Foto: Reprodução

REDAÇÃO G1 MT


Quinze vereadores foram alvos, nesta terça-feira (20), de uma operação que investiga supostas compras de votos para a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. O g1 tenta localizar a defesa dos investigados.

Dentre os alvos, treze são de Várzea Grande e dois de Cuiabá. Além dos parlamentares, a operação também tem como alvos uma diretora financeira da Câmara e um secretário legislativo.

Veja os nomes abaixo:

Raul Curvo (Republicanos)

Cilço da Cruz (PV)

Braz Jaciro (PSDB)

Alecsand Moreira (MDB)

Wender Silva (Republicanos)

Denival Galibert (PSB)

Miguel Angel (Cidadania)

Lucélia Oliveira (AGIR)

Kleberton Feitoza (PSB)

Emerson César (PP)

Wanderley Cerqueira (MDB)

Gisa Barros (Podemos)

Rogerinho Dakar (PSDB)

Ilde Taques (Podemos) – vereador de Cuiabá

Alex Rodrigues (PV) – vereador de Cuiabá

Lorineide Aparecida Trindade – diretora financeira

Samir Katumata – secretário legislativo

O g1 entrou em contato com a Câmara Municipal de Várzea Grande, que informou que está apurando o ocorrido antes de se manifestar.

Já a Câmara Municipal de Cuiabá informou em nota que acompanha os desdobramentos da operação e ressaltou que eventuais condutas individuais devem ser apuradas pelas autoridades competentes e não representam o posicionamento ou a atuação institucional do Legislativo.

Ao todo, são cumpridas 30 ordens judiciais, incluindo mandados de busca e apreensão domiciliar, pessoal e veicularem endereços relacionados aos investigados em Cuiabá, Várzea Grande e Chapada dos Guimarães. Não há mandados de prisão.

O que disseram os alvos?

Em nota, o vereador Ilde Taques informou que recebeu com tranquilidade o cumprimento do mandado de busca e apreensão. Ele negou ter relação com articulações políticas, muito menos ilegais, envolvendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara de Várzea Grande.

Em entrevista à TV Centro América, Wanderley Cerqueira disse desconhecer os motivos da operação e considerou a ação “estranha” e afirmou que eventuais irregularidades devem ser apuradas pela Justiça.

Rogerinho Dakar afirmou que não participou da votação da Mesa Diretora porque, na época, atuava como diretor do Departamento de Água e Esgoto (DAE). Ele disse ter disponibilizado aos investigadores documentos sobre sua atuação no órgão, defendeu a transparência da gestão e afirmou estar à disposição para prestar esclarecimentos.

Raul Curvo disse ter sido surpreendido pela operação e afirmou que não teve acesso à decisão judicial. Segundo ele, o celular foi entregue aos policiais. O vereador também negou ter sofrido ameaças relacionadas à eleição da Mesa Diretora e defendeu a liberdade de voto.

Miguel Junior afirmou estar tranquilo e defendeu a investigação pelas autoridades. Segundo ele, a operação estaria relacionada a uma confraternização realizada antes da eleição, na chácara do pai dele. O vereador negou ter cometido irregularidades.

Os parlamentares Denival Galibert eCilço da Cruz informaram á TV Centro América que não pretendem se manifestar.

A assessoria de imprensa de Kleberton Feitoza informou que o vereador está internado após sofrer um acidente e, por isso, não irão emitir um posicionamento.

O g1 entrou em contato com os vereadores Alex Rodrigues e Lucélia Oliveira, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

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