Por Redação Palanque MT
A Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) convocou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para prestar esclarecimentos sobre a interrupção nos serviços de saúde, especialmente nas especialidades de ortopedia e neurocirurgia, além da instalação de UTIs pediátrica e neonatal na região Norte do estado.
Durante a audiência pública realizada nesta terça-feira (2) na ALMT, foram questionados o rompimento de contratos profissionais e os atrasos de pagamentos dos serviços médicos, gerando preocupações quanto ao acesso à saúde na região.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (SES), a falta de médicos ortopedistas nos hospitais regionais de Alta Floresta, Colíder e Sinop é um desafio devido à baixa oferta de especialistas na região. A situação é agravada pelo fato de muitos profissionais consolidados no mercado não se adequarem às propostas e contratos oferecidos por empresas terceirizadas.
O secretário-adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira, explicou que medidas estão sendo tomadas para resolver o problema, incluindo a abertura de processos seletivos e licitações para contratação de profissionais especializados.
Durante a audiência, Gilberto destacou os esforços do governo estadual para resolver a questão, incluindo o remanejamento de pacientes para outros hospitais enquanto novos contratos são estabelecidos.
O deputado Lúdio Cabral (PT) ressaltou a necessidade de soluções mais duradouras e estruturais para a falta de atendimento ortopédico na região, criticando o modelo de contratação precária e terceirizada.
O diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, apontou falhas contratuais que contribuíram para o colapso nos serviços de saúde da região, enquanto os deputados presentes na audiência destacaram a importância do trabalho conjunto entre as instituições governamentais para resolver o problema.
Além dos parlamentares, a audiência contou com a presença de representantes de diversos hospitais regionais, Ministério Público Estadual e profissionais da área da saúde.



