Por Redação Palanque MT
O início das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) entre Cuiabá e Várzea Grande, marcado para janeiro de 2024, está envolto em controvérsias entre o Consórcio BRT e a Prefeitura de Cuiabá. Enquanto o Consórcio avança com os preparativos, a Prefeitura alega a ausência de projetos básico e executivo, fundamentais para projetos de mobilidade urbana.
A mobilização na região do Porto, em Cuiabá, já teve início, e em Várzea Grande, o Consórcio espera concluir as obras de pavimentação rígida da Avenida da FEB nas próximas semanas, seguido do pavimento de asfalto até abril de 2024. No entanto, a Prefeitura de Cuiabá destaca a falta de informações técnicas essenciais para a aprovação do projeto.
O Consórcio BRT enfatiza que, por utilizar um corredor expresso no canteiro central, não haverá redução no número de pistas existentes, beneficiando toda a população ao permitir deslocamentos mais rápidos para pontos estratégicos nas duas cidades. O traçado prevê passagens por áreas cruciais, como o Aeroporto Marechal Rondon e a Universidade Federal de Mato Grosso.
O projeto, aprovado pelo Governo do Estado, abrange 31 km, ligando os municípios de Várzea Grande e Cuiabá. Com a expectativa de beneficiar cerca de 250 mil usuários do transporte público. O Consórcio planeja utilizar ônibus elétricos, contar com 46 estações e três terminais estratégicos.
No entanto, a Prefeitura de Cuiabá apresenta preocupação em relação à falta de detalhamento técnico. O município ressalta a ausência de projetos básico e executivo, documentos cruciais para o desenvolvimento de projetos que impactam a vida de mais de 700 mil pessoas.
Em meio ao imbróglio, a prefeitura não emitiu alvará para as obras do BRT no município, alegando a importância da segurança e da transparência nos processos.



