ARTUR ALVAREZ | LUÍSA BELCHIOR | G1
O senador Flávio Bolsonaro (PL), sua esposa e as filhas do casal chegaram aos Estados Unidos na manhã desta quarta-feira (28).
Em uma operação secreta, o senador, que descumpriu ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) para entregar seus passaportes, viajou aos EUA após entrar por terra na Argentina, embarcar em um avião particular, contornar o espaço aéreo brasileiro e fazer escala no Equador, de acordo com as fontes.
Segundo dados do site de monitoramento de voos Flight Aware, o avião, um jatinho particular Gulfstream G400, aterrisou no aeroporto executivo Opa-locka, em Miami. Ainda não havia informaões, até a última atualização desta reportagem, sobre o proprietário da aeronave.
Flávio Bolsonaro ainda não havia se manifestado após a fuga até a última atualização desta reportagem.
Voo
O governo da Argentina confirmou que a família embarcou em um avião particular que partiu da Argentina na noite de terça-feira (27).
O comunicado do governo argentino, divulgado na madrugada desta quarta, afirmou que Flávio Bolsonaro entrou na Argentina junto da família na noite de terça — foi a primeira confirmação oficial de que o senador deixou o Brasil, após um dia de rumores.
O voo não cruzou espaço aéreo brasileiro — sobrevoou o Paraguai, Bolívia e Peru, segundo o FlightAware.
Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil à revelia de ordem do STF que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seu passaporte. O senador, derrotado nas eleições presidenciais no último domingo (25), e sua família cruzaram a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira (27), pouco antes das 23h, segundo informou a Direção Nacional de Migrações argentina (leia mais abaixo).
Os desenvolvimentos das últimas horas contrariaram informações anteriores vindas de agências de notícias e fontes do governo dos EUA, que afirmavam que Flávio já havia chegado aos EUA ainda na terça-feira.
O governo dos EUA afirmou na terça que emitirá vistos para Flávio e sua família e permitirá que eles entrem no país. Nas últimas horas, o presidente Donald Trump voltou a insinuar, sem provas, que houve fraude na eleição brasileira — que Flávio perdeu para Lula — e disse também que aprovava a ida do senador aos EUA.


