21 de outubro de 2026 11:14 AM

Foto: Reprodução

Prisão de Malévola Alves ganha destaque em jornais do Egito

Jornais egípcios repercutiram o caso e destacaram as acusações apresentadas pelo governo e as reações nas redes sociais.

REDAÇÃO G1 

Os jornais do Egito repercutiram a prisão de Malévola Alves. Ela e uma outra brasileira foram acusadas pelo governo egípcio de gravar vídeos com “comportamento obsceno” nas ruas do país.

Mariana Alves, conhecida como “Malévola”, e Bruna Mercatelli foram detidas na terça-feira (20), segundo o Ministério do Interior egípcio. O órgão afirmou ter aberto uma investigação contra elas.

A prisão ocorreu na província de Alexandria após vídeos da brasileira interagindo com egípcios viralizarem nas redes sociais. Os conteúdos mostram elas beijando e apalpando homens dentro de um carro e na rua.

Nas reportagens sobre o caso, a mídia egípcia deu destaque ao fato de Malévola ser uma mulher trans e disse que Malévola fazia “vídeos ofensivos”. Os jornais também trouxeram informações divulgadas oficialmente pelo governo e as reações de usuários nas redes sociais. Um jornal, no entanto, adotou tom transfóbico na manchete ao dizer que a influenciadora “era um homem…”.

O jornal “Al-Wafd” afirmou que ela foi presa após gravar vídeos “com movimentos de exibição com insinuações sexuais e assédio a transeuntes”.

Já o site “Al-Raees News” reportou que Malévola e sua amiga filmaram “conteúdo que fere o pudor” em via pública e chamou os vídeos de “ofensivos”.

O site “Newsroom”, por sua vez, destacou em seu título que Malévola “era um homem…” e chamou o caso de “polêmica”. A reportagem também afirmou que os internautas egípcios repudiaram os vídeos gravados pela influenciadora brasileira e demandaram “respeito pelos costumes sociais e a privacidade” da cultura egípcia.

A defesa de Malévola Alves afirmou nesta quarta-feira que estava em contato com a Embaixada brasileira no país e que a influenciadora seria libertada nas próximas horas, porém ainda não havia confirmação disso pelo lado do Egito. O g1 pediu ao governo egípcio mais informações sobre o caso, porém não havia obtido resposta até a última atualização desta reportagem.

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