1 de outubro de 2026 7:57 PM

Foto: Redes Sociais

Putin ameaça usar “todos os tipos de armas” se Kaliningrado for atacada

Kaliningrado é um exclave russo fortemente militarizado, localizado entre Polônia e Lituânia, ambos integrantes da Otan.

REDAÇÃO G1 


O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira (1º) que o copiloto que esfaqueou o piloto de um voo da FlyDubai e tentou derrubar o avião na quarta-feira (31) havia passado por um processo de radicalização islâmica.

“Sabemos que ele passou por uma doutrinação radical islâmica”, disse Netanyahu em entrevista à rede de TV norte-americana Fox News.

O premiê não deu detalhes sobre o suposto treinamento. Na quarta-feira, autoridades israelenses disseram que o copiloto, um cidadão de Omã, agiu sozinho e sem nenhuma ligação com qualquer grupo terrorista ou Estado.

Na entrevista, Netanyahu afirmou também que poderá determinar, “em questão de dias”, se o Irã teve algum envolvimento com o incidente, que ele chamou de ataque terrorista.

Embora o primeiro-ministro e seu governo tenham insistido na versão de atentado, ele reconheceu, mais cedo, que ainda é cedo para determinar quem está por trás do incidente.

A declaração foi dada após o copiloto da aeronave esfaquear o piloto durante um voo na quarta-feira (30).

Netanyahu também adotou cautela ao ser questionado sobre uma possível participação iraniana.

“Vamos chegar à origem desse agressor, independentemente de ele ter cúmplices ou não”. No entanto, ele advertiu que “era cedo demais para dizer algo” quando questionado se havia alguma indicação de envolvimento iraniano, segundo declaração à Fox News.

À agência de notícias Reutes, o enviado de Israel para os Emirados Árabes Unidos afirmou que Netanyahu falou nesta quinta-feira com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed Al Nahyan, sobre o caso. O enviado também afirmou que ainda não foi possível determinar os motivos do ataque.

O embaixador israelense na ONU, Danny Danon, por sua vez, classificou o episódio como um “ataque terrorista”. Ele afirmou à Fox News que Israel tinha “certeza” de que se tratava de um ataque cometido por um indivíduo radical, mas que ainda não havia uma ligação estabelecida com um Estado ou organização terrorista.

Após o incidente, a Flydubai suspendeu todos os voos para Israel.

O copiloto foi preso e interrogado após o pouso, que contou com a ajuda de tripulantes, segundo a FlyDubai. O homem tem nacionalidade de Omã e, em depoimento após ser preso, afirmou que agiu que agiu sozinho.

Encanador ajudou a controlar avião

O israelense Yaniv Hayun era apenas um dos 180 passageiros do voo FZ1073 da FlyDubai desta quarta-feira (30), que saiu de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv. Horas depois, no entanto, ele chegou a Israel como o herói do voo.

Hayun afirmou ter conseguido reverter a queda do avião, que perdeu o controle após o copiloto esfaquear o piloto, em um episódio classificado como atentado terrorista pelo governo de Israel.

Ao desembarcar no aeroporto de Ben Gurion, Yaniv Hayun, foi recebido como herói pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ao premiê, ele disse ter entrado na cabine ao perceber o confronto entre os dois pilotos.

“Eu puxei os controles para cima e parei a descida do avião”, afirmou Hayun.

O israelense afirmou que séries especializadas em aviação ajudaram na ação. “Por sorte, eu assisti a Air Crash Investigation”, afirmou.

“É simplesmente inacreditável o que você fez, sabe? Simplesmente inacreditável. Você não apenas salvou todos a bordo do avião. Você não sabe o que poderia ter acontecido com ele. Nós não sabemos o que teria acontecido”, disse-lhe Netanyahu.

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