26 de agosto de 2026 4:25 PM

Foto: Redes sociais

Rússia confirma visita secreta do diretor da CIA a Moscou

https://chatgpt.com/c/6a7279c8-496c-83e9-b6d8-95946ee46f38#:~:text=Visita%20marca%20o%20primeiro%20deslocamento%20conhecido%20de%20um%20diretor%20da%20CIA%20%C3%A0%20R%C3%BAssia%20desde%20William%20Burns%2C%20em%202021.

REDAÇÃO G1

 

A Rússia confirmou nesta quarta-feira (26) que o diretor da agência de inteligência dos Estados Unidos (CIA), John Ratcliffe, visitou Moscou no dia anterior.

A informação, divulgada pela rede de TV CBS e pelo site de notícias Axios, nesta terça-feira (25), ainda não havia sido confirmada nem pelo governo americano nem pelo russo.

Em declaração à imprensa, o porta-voz do Kremlin afirmou que o diretor da CIA se encontrou com representantes do Serviço Secreto da Rússia, e não com o presidente, Vladimir Putin. Dmitry Peskov, no entanto, se recusou a dar mais detalhes aos jornalistas.

Peskov disse também que é muito cedo para dizer se tais contatos entre as agências de inteligência dos dois países poderiam ajudar a tirar as relações EUA-Rússia do que ele descreveu como uma “crise profunda”.

Dados de site de monitoramento denunciaram voo

Além de citar fontes do governo norte-americano em suas reportagens, a imprensa que noticiou a visita de Ratcliffe a Moscou também mostrou dados do site de monitoramento de voos Flightradar24 para corroborar o relato.

Eles mostravam que, pela manhã, uma aeronave militar americana decolou da Letônia com destino ao Aeroporto Vnukovo de Moscou. Mais tarde, a plataforma mostrou que o mesmo avião deixou a capital russa.

A aeronave rastreada foi um grande Boeing Globemaster, com a matrícula americana 07-7181. O voo de ida teria ocorrido por volta das 4h do horário de Brasília. A aeronave havia chegado a Riga em 23 de agosto vinda da base aérea americana de Camp Springs, perto de Washington.

Segundo o jornal “Financial Times”, os Estados Unidos pediram à Ucrânia que não atacasse Moscou, São Petersburgo nem outras zonas do norte da Rússia entre esta segunda-feira (24) e esta quarta-feira (26), a fim de permitir a viagem de uma autoridade americana. O pedido foi aceito.

Diversos temas podem justificar esse deslocamento pouco habitual do principal responsável pela espionagem externa dos Estados Unidos: a guerra na Ucrânia, o conflito com o Irã em um momento em que Washington se esforça para reunir potências estrangeiras em torno de sua estratégia de pressão econômica sobre Teerã, ou até mesmo trocas de prisioneiros.

Em outras ocasiões, o presidente dos EUA, Donald Trump, mandou seu genro Jared Kushner e o enviado especial Steve Witkoff a Moscou para diálogos com o presidente russo.

Compartilhe

Feito com muito 💜 por go7.com.br
Ir para o conteúdo