REDAÇÃO G1
Um bombardeio russo em Kiev, capital da Ucrânia, na madrugada desta quarta-feira (5) deixou 17 mortos e mais de 40 de feridos, além de destruir armazéns e centros logísticos, em um dos maiores ataques contra a cidade em 2026, segundo autoridades ucranianas.
A Rússia utilizou no bombardeio 28 mísseis balísticos e hipersônicos, além de outros 115 drones, segundo o Ministério da Defesa ucraniano. As defesas aéreas do país interceptaram cerca de 90% dos drones, porém não conseguiram abater nenhum dos mísseis, que chegaram muito rápidos, segundo a pasta..
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, chamou o ataque russo de “pesado” e acusou o inimigo de mirar em infraestrutura civil. Equipes de resgate ainda buscavam pessoas sob os escombros nos locais atingidos, segundo o prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.
Zelensky também voltou a fazer um apelo a seus aliados para o envio de mais baterias de defesa aérea: “Interceptadores de mísseis balísticos poderiam ter salvado vidas hoje”, disse.
O jornal britânico “Financial Times” reportou nesta quarta que o presidente dos EUA, Donald Trump, teria recusado um pedido do ucraniano por centenas de baterias do sistema antimísseis Patriotdurante um encontro na Casa Branca na semana passada.
A Rússia afirmou que atingiu sete centros de logística em Kiev e nos arredores da cidade, além de três navios de carga no Mar Negro. Moscou alegou que as infraestruturas atingidas eram utilizadas para armazenar e distribuir componentes de drones de ataque.
O ataque desta quarta-feira ocorre em meio a uma nova etapa de escalada de tensões e de ataques entre Ucrânia e Rússia, enquanto a guerra entre eles já dura quatro anos e meio sem perspectiva de terminar. Nesta semana, um drone ucraniano que havia acabado de ser abatido atingiu uma praia lotada no Mar Negro e matou sete russos. Moscou respondeu com um ataque de drone contra um feirante, cujas imagens chocaram o mundo.
Além disso, a Ucrânia tem realizado bombardeios mais numerosos contra alvos dentro do território russo, principalmente contra refinarias de petróleo e contra ao menos 20 armazéns da Wildberries —e-commerce conhecido como a “Amazon russa”—, o que tem irritado o Kremlin.



