31 de julho de 2026 5:30 PM

Foto: Governo do Paraguai

Paraguai aceita explicações e evita ampliar crise com Brasil

Governo paraguaio entregou nota de repúdio, mas declarou que considera o episódio encaminhado após receber os esclarecimentos.

RICARDO ABREU | GUILHERME BALZA | G1 | GLOBO NEWS

 

Um dia após convocar o embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes, o governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que não quer aprofundar a crise entre os dois países.

A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, em coletiva de imprensa.

O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou que recebeu explicações sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra da Tríplice Aliança — conflito que dizimou cerca de 70% da população do Paraguai.

Segundo Lezcano, o embaixador relatou que Lula considerou que as declarações feitas foram “retiradas de contexto” e que não houve intenção de ofender o povo paraguaio.

“Ele [o embaixador] manifestou que isso foi tirado de contexto. É o que ele nos disse. Nunca foi a intenção do presidente Lula realmente ressentir ou insultar o Paraguai com essas declarações. Então, nós tampouco queremos aprofundar muito isso”, afirmou o vice-presidente paraguaio.
“Vocês sabem que também estão em plena campanha eleitoral lá [no Brasil] e o que menos queremos é que acreditem que queremos nos imiscuir nessas eleições”, prosseguiu.

O encontro aconteceu, segundo o governo do país vizinho, na sede da chancelaria paraguaia, em Assunção.

Na reunião, as autoridades paraguaias afirmaram terem entregado formalmente ao governo brasileiro uma nota de repúdio aprovada pelo Congresso do país.

O chanceler Rubén Ramírez Lezcano reiterou que, diante das explicações da diplomacia brasileira e do esclarecimento de que não houve intenção de atingir o povo paraguaio, o governo vizinho considera o assunto encaminhado sem necessidade de escalada na tensão bilateral.

Até a última atualização desta reportagem, o governo brasileiro e o Itamaraty ainda não tinham se manifestado.

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