RICARDO ABREU | GUILHERME BALZA | G1 | GLOBO NEWS
Um dia após convocar o embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes, o governo do Paraguai afirmou nesta sexta-feira (31) que não quer aprofundar a crise entre os dois países.
A informação foi divulgada pelo vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, e pelo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, em coletiva de imprensa.
O ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Rubén Ramírez Lezcano, afirmou que recebeu explicações sobre as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a respeito da Guerra da Tríplice Aliança — conflito que dizimou cerca de 70% da população do Paraguai.
Segundo Lezcano, o embaixador relatou que Lula considerou que as declarações feitas foram “retiradas de contexto” e que não houve intenção de ofender o povo paraguaio.
O encontro aconteceu, segundo o governo do país vizinho, na sede da chancelaria paraguaia, em Assunção.
Na reunião, as autoridades paraguaias afirmaram terem entregado formalmente ao governo brasileiro uma nota de repúdio aprovada pelo Congresso do país.
O chanceler Rubén Ramírez Lezcano reiterou que, diante das explicações da diplomacia brasileira e do esclarecimento de que não houve intenção de atingir o povo paraguaio, o governo vizinho considera o assunto encaminhado sem necessidade de escalada na tensão bilateral.
Até a última atualização desta reportagem, o governo brasileiro e o Itamaraty ainda não tinham se manifestado.



