14 de julho de 2026 6:03 PM

Vítima muda versão e vereador é absolvido de acusação de violência doméstica

Mulher afirmou que os ferimentos ocorreram durante uma disputa pelo celular e que havia consumido bebida alcoólica

Foto: Reprodução

ARIELLY BARTH | VICTÓRIA OLIVEIRA | G1 MT

 

O vereador Laércio Noberto Júnior, conhecido como Júnior Chaveiro, preso em abril deste ano por suspeita de violência doméstica contra uma ex-servidora da Câmara de Barra do Bugres (MT), foi solto nessa segunda-feira (13), após a Justiça absolvê-lo. A decisão foi tomada após a vítima negar, em audiência, que tenha sido agredida e o Ministério Público concluir que não havia provas suficientes para sustentar a condenação.

O parlamentar está afastado das atividades desde abril deste ano e agora tenta retomar o cargo.

Conforme a sentença do juiz Antônio Dias de Souza Neto, a mulher afirmou durante a audiência que estava sob efeito de álcool na noite do ocorrido e que os ferimentos aconteceram durante uma disputa pelo celular do vereador.

A irmã da vítima, que havia prestado depoimento na fase de investigação, também mudou a versão apresentada anteriormente. Diante da mudança nos relatos, o juiz absolveu o vereador e revogou as medidas cautelares impostas no processo.

Em abril deste ano, a ex-servidora, que exercia o cargo de Coordenadora Administrativa da Câmara Municipal desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador por violência doméstica. À época, ele se apresentou na delegacia e foi preso.

A investigação criminal continuou, no entanto, a mulher pediu a revogação da medida protetiva e foi exonerada do cargo cerca de um mês depois da retirada. Após o arquivamento da medida, ela entrou na Justiça para tentar anular a demissão do cargo.

Na ação, a mulher alega que foi questionada por outros servidores pela decisão tomada e que, pouco mais de um mês depois, a atual presidente da Câmara pediu que ela mantivesse a medida protetiva para se manter no cargo.

No entanto, diante da recusa, segundo ela, foi exonerada em 1° de junho.

Relembre o caso

Na época dos fatos, o vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que vai provar a inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após o evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque.

Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso.

À época, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar.

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