18 de junho de 2026 4:46 PM

Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República

Lula se reúne com Zelensky na França e discute guerra na Ucrânia

Lula afirmou que espera atuação mais efetiva do Conselho de Segurança da ONU no conflito.

BIANCA ROTHIER | ISABELLA CALZOLARI | G1 | TV GLOBO

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se reuniu nesta quarta-feira (17) com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelesnky.

O encontro ocorreu na França, onde o petista cumpre agenda nesta semana. O presidente brasileiro participou nesta terça da reunião de líderes do G7, na condição de convidado.

Em uma rede social, Lula afirmou que a reunião com Zelensky ocorreu a pedido do ucraniano e durou cerca de 40 minutos. Os dois trataram da guerra entre Rússia e Ucrânia, segundo o petista.

“Por cerca de 40 minutos, ouvi suas avaliações [de Zelensky] sobre as situações atuais do conflito, das possibilidades de um cessar-fogo e a busca de uma solução diplomática. Expus minha expectativa de que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) possa atuar de forma mais efetiva para encerrar um conflito que já dura mais de quatro anos”, afirmou o petista.

Lula também afirmou que combinou novos contatos com o ucraniano nas próximas semanas.

Também em uma rede social, Zelensky classificou como “boa” a reunião com Lula, especialmente na parte que tratou de formas para o encerramento do conflito no leste europeu.

A bilateral entre Lula e Zelensky acontece no momento em que completa 52 meses a invasão da Ucrânia pela Rússia – país presidido por Vladimir Putin, político de quem o petista é mais próximo.

O presidente Lula tem defendido recorrentemente que não existe uma solução militar para a guerra na Ucrânia, sustentando a necessidade de negociações de paz e sugerindo, inclusive, saídas diplomáticas para o conflito.

Já o presidente Volodymyr Zelensky tem adotado um tom de distanciamento diplomático em relação ao Brasil, chegando a declarar, no início de 2025, que o “trem do Brasil já passou” no que diz respeito à mediação do conflito, após ter buscado, anteriormente, um maior engajamento brasileiro no apoio à soberania ucraniana

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