11 de junho de 2026 3:35 PM

Foto: AP | Mark Schiefelbein

Trump anuncia novo ataque ao Irã e ameaça controlar petróleo do país

Presidente dos Estados Unidos afirmou que pretende assumir controle de pontos estratégicos da infraestrutura petrolífera iraniana.

REDAÇÃO G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que fará um novo ataque contra o Irã na noite desta quinta-feira (11) e que pretende assumir o controle de todo petróleo e gás do país.

Em post na rede Truth Social, Trump revelou que pretende fazer com o Irã o mesmo que fez com a Venezuela, após a prisão de Nicolás Maduro:

“Os Estados Unidos atacarão o Irã (cuja Marinha, Força Aérea, Radar, Defesa Antiaérea e todas as outras formas de defesa, juntamente com a maior parte de sua capacidade ofensiva, foram destruídas) com muita força esta noite. Em algum momento, num futuro não muito distante, tomaremos a Ilha de Kharg e outros pontos de infraestrutura petrolífera, assumindo o controle total de seus mercados de petróleo e gás, assim como fizemos com a Venezuela, o que está funcionando brilhantemente tanto para a Venezuela quanto para os Estados Unidos da América”, escreveu.

Desde a queda de Maduro, os Estados Unidos assumiram a comercialização do petróleo venezuelano, bem como a transferência e administração das receitas provenientes dessas vendas para o governo da presidente interina, Delcy Rodríguez.

Pouco depois do post, em entrevista à emissora americana Fox News, Trump afirmou que está conversando com autoridades do Irã, mas que sua “preferência seria tomar a Ilha de Kharg”.
“Haverá mais bombardeios esta noite, maiores e mais poderosos. Eles estão negociando conosco para fechar um acordo, mas são orgulhosos”, criticou o presidente norte-americano.

Kharg é considerada estratégica e responde por cerca de 90% das exportações de petróleo iranianas.

Esta será a terceira noite seguida de ataques norte-americanos ao território iraniano apesar do cessar-fogo vigente entre os dois países.

Mais cedo, o Irã anunciou que, devido à ofensiva norte-americana, o Estreito de Ormuz está completamente fechado “até novo aviso”.

Em comunicado na manhã desta quinta, o Ministério das Relações Exteriores iraniano condenou os ataques, afirmando que eles tornaram o cessar-fogo de quase dois meses “praticamente sem sentido”.

“Os ataques ilegais e criminosos perpetrados pelos Estados Unidos nas últimas horas não apenas constituem uma violação flagrante… mas também tornam o cessar-fogo praticamente sem sentido”, declarou o ministério.

A nota diz ainda que “a responsabilidade pelas consequências extremamente graves desse ato criminoso recai sobre os líderes dos Estados Unidos”.

Ao anunciar os bombardeios da noite desta quarta-feira (10), o Comando Central dos EUA disse que eles tinham como alvo as capacidades de vigilância militar, sistemas de comunicação e instalações de defesa aérea iranianas

“Os ataques são uma resposta à agressão injustificada e contínua do Irã. As forças americanas permanecem vigilantes, letais e prontas para agir”, afirmou.

À rede de TV Fox News, Trump disse ter conversado com autoridades iranianas, que supostamente “teriam pedido para que os bombardeios parassem”. Ele disse que Israel não estava envolvido na missão e não descartou novas ações militares no país.
Teerã negou que tais conversas tenham ocorrido.

Washington justificou a primeira onda de ataques, que ocorreram na terça-feira (9) como retaliação à derrubada de um helicóptero Apache pelo Irã.

O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse que os bombardeios seriam “fortes e claros” e avançariam os interesses militares dos EUA no Oriente Médio, ajudando Washington a alcançar uma solução diplomática da guerra. O Irã rebateu dizendo que o país não negocia sob ameaças.

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