Da redação
A Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) convocou o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, para dar explicações sobre demissões e fechamentos de bases do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O requerimento de convocação (Requerimento nº200/26) foi aprovado em plenário na quarta-feira (25), quando profissionais do Samu estiveram na ALMT denunciando o risco de paralisação do serviço. Uma audiência pública será realizada na terça-feira (31), às 10h, na Sala das Comissões para debater a questão.
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) disse que desde 2020, o governador Mauro Mendes tenta acabar com o Samu na marra. “O Samu é uma peça fundamental do funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Porque o Samu presta o atendimento lá na rua, lá na casa, quando as pessoas sofrem um acidente ou passam mal, em situações de urgência e emergência. É o Samu que dá o primeiro atendimento e evita que percam a vida”.
Profissionais como condutores de ambulâncias, enfermeiros e técnicos de enfermagem estiveram na ALMT e relataram ao deputado que dezenas de trabalhadores do Samu estão sendo desligados sem reposição, em um processo que já teria data para começar: entre os dias 31 de março e 10 de abril, pelo menos 56 trabalhadores deverão ser dispensados, segundo a Secretaria de Saúde informou aos trabalhadores.
A previsão, segundo relatado pelos profissionais, é que os cortes continuem até julho, atingindo grande parte da equipe. Atualmente, 90% do efetivo do Samu é formado por contratos temporários, o que levanta o alerta para um possível colapso operacional no serviço. Ao menos cinco bases do Serviço de Atendimento em Cuiabá e Várzea Grande correm risco de fechamento.
Lúdio defendeu a renovação dos contratos dos profissionais atuais, que passaram por um processo seletivo, e também a convocação de aprovados no último concurso. Segundo ele, os servidores públicos concursados do Samu têm sido obrigados a cumprir férias e licença-prêmio, sem motivação pessoal desses servidores, por decisão de ofício da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT).
“A Secretaria de Saúde fez um concurso em 2024, apenas para 400 vagas em todo o estado, e para o Samu nomeou apenas dois enfermeiros. Muitos daqueles que são contratados temporariamente foram aprovados no concurso e não são chamados. É preciso convocar esses servidores para termos um quadro permanente em um serviço tão essencial”, finalizou Lúdio.



