REDAÇÃO
O vereador por Cuiabá, Paulo Henrique (MDB), foi preso nesta manhã de sexta-feira, 20 de setembro, por suposto envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho. A prisão foi cumprida durante deflagração da Operação Pubblicare, desdobramento da Operação Ragnatela. As investigações apontam o envolvimento e possível liderança do parlamentar num esquema de lavagem de dinheiro da facção por meio de casas noturnas e realização de shows nacionais em Cuiabá. A operação foi autorizada pelo Núcleo de Inquéritos Policiais de Cuiabá (Nipo).
Os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias, sequestro de bens.
As investigações apontaram que a organização criminosa realizava shows na capital sem a documentação necessária. A façanha era possível graças à intervenção de agentes públicos, que agiam mediante pagamento de propina.
A FICCO-MT é uma força integrada composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil e Polícia Militar e tem por objetivo realizar uma atuação conjunta e integrada no combate ao crime organizado no estado do Mato Grosso.
Durante coletiva de imprensa, o delegado da Polícia Federal, Antônio Flávio Rocha Freire, supervisor da Ficco, revelou ainda que as investigações apontam uma forte proximidade do vereador com a facção criminosa, agindo inclusive para influenciar as decisões do Comando Vermelho.
Ele citou que, em uma das ocasiões, Paulo interveio para evitar seu assessor Rodrigo Souza Leal fosse alvo de um salve da facção. Acatando ao pedido do parlamentar, o Comando Vermelho apenas restringiu o assessor de realizar shows em Cuiabá pelo prazo de dois anos.
Além disso, as investigações apontaram que Paulo Henrique participou de reuniões com as lideranças do Comando Vermelho e inclusive ensinou Rodrigo a se portar diante dos líderes da facção.



