23 de abril de 2026 9:43 PM

Fazendeiro tem prisão revogada após 5 horas de audiência

Reprodução

Por Redação Palanque MT 

O desenrolar do caso Zampieri, que chocou a população de Cuiabá em dezembro de 2023, trouxe uma reviravolta inesperada nesta segunda-feira, 11 de março. Após uma audiência de custódia que se estendeu por cinco horas, o juiz João Bosco Soares, do Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), decidiu revogar a prisão preventiva do fazendeiro, empresário e médico veterinário Aníbal Manoel Laurindo. Laurindo é apontado como um dos possíveis mandantes do assassinato do advogado Roberto Zampieri, de 56 anos, no bairro Bosque da Saúde.

A decisão do magistrado não significa um alívio total para Laurindo. Em vez disso, foram estabelecidas medidas cautelares rigorosas, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, a suspensão de seu passaporte, do registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC), além da proibição de deixar a comarca de Cuiabá sem autorização judicial prévia. Tais medidas visam garantir que o investigado permaneça à disposição da Justiça enquanto as investigações prosseguem.

A defesa de Aníbal Manoel Laurindo, representada pelo advogado Wander Bernardes, afirmou ao magistrado que provará a inocência do fazendeiro e de sua família. A acusação envolve não apenas Aníbal, mas também sua esposa, Elenice Ballarotti Laurindo, e seu irmão José Vanderlei Laurindo, todos suspeitos de envolvimento no caso.

O embate judicial teve início com o pedido de prisão temporária do trio pela Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, solicitado pelo delegado Nilson Farias. Enquanto Vanderlei não teve sua prisão decretada, Elenice, por não se apresentar, é considerada foragida.

O assassinato de Zampieri culminou na prisão de três indivíduos em Minas Gerais: Antônio Gomes da Silva, apontado como executor do crime, Hedilerson Barbosa, identificado como intermediário, e o coronel do Exército Brasileiro, Etevaldo Luiz Caçadini, suspeito de financiar o homicídio.

O executor teria sido contratado por R$ 40 mil, enquanto o intermediário despachou a arma utilizada, uma pistola calibre 9 mm, para Cuiabá no dia do assassinato. Antônio Gomes teria vigiado a vítima por 30 dias antes do crime. O coronel Caçadini, preso em Belo Horizonte, é acusado de financiar o assassinato, ação que resultou na morte do advogado Zampieri no bairro Bosque da Saúde.

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